Passamos uma semana na capital catalã – e olha que não foi das nossas cidades preferidas! Não falta (nunca, nos arriscamos a apostar) o que fazer por lá e compilamos algumas dicas que podem ajudar a otimizar uma visita. Confira aqui!

ACOMODAÇÕES

– Barcelona é grande e fazer quase tudo a pé custa algum esforço. Faz sentido estar perto de alguma estação de metrô. Hotéis e hostels são bastante caros se comparados à Madrid, e mais caros conforme se aproximam da Rambla. Ficamos no Hostel Barceló. Trata-se de um apartamento com terraça transformado em hostel, há muitos assim. Não nos pareceu especialmente bom (nem ruim). Era suficientemente limpo e pode servir de referência. A maioria das opções de acomodação baratas estão na região nordeste da cidade, longe de tudo, porém servidas de transporte público.

 TRANSPORTE

– Tudo que queríamos visitar estava a uns 2,5 km de distância do hostel. A cidade é bastante plana, então parecia perto – mas na verdade não era. Andamos muito e praticamente não usamos o metrô. Bilhetes individuais custam 2,15€. Um cartão com 10 bilhetes custa 10,30€ (para uma zona, a mais turística) e pode ser usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O transporte em Barcelona é segmentado em algumas empresas, seja de metrô, trem, ônibus, tram… Para pesquisar como ir de um ponto a outro, recomendamos verificar principalmente os sites do Metrô e da Rodalies de Catalunya.

– Caso você vá para o Aeroporto, o site da Rodalies de Catalunya informa os horários dos trens em cada estação até chegar ao aeroporto El Prat. Informa também que o número da linha é R2. Porém, como pode ser visto no mapa (aqui), existe a R2 Nord (verde clara) e a R2 Sud (verde escura). É um mistério para nós (e para os funcionários do metrô na estação) o porquê de apesar do aeroporto ser no sul da cidade a linha correta ser a R2 Nord.

– Caso você chegue de trem, alguns bilhetes da Renfe oferecem uma integração com alguns trêns/metrô regionais. Há um número estampado no bilhete, verifique se faz sentido retirar o bilhete para completar seu trajeto.

ALIMENTAÇÃO

Pinchos de Jamón Iberico

Há todo tipo de restaurantes na cidade. Comemos boas tapas/pinchos no Txapela – mas vimos umas lindas e nos arrependemos de não comer no Txrimiri Basca. Encontramos um bom menu durante o dia no Estel de Gracia (na mesma rua há muitos outros que parecem merecer atenção). Achamos gostosa a comida vegetariana do La Bascula, um restaurante-cooperativa, mas queríamos mesmo era ter descoberto o que significam as estrelas Michelan no Tickets, um dos restaurantes dos Adrià [Reservas (se quer ir, corra!) on line]. O site é atualizado constantemente, portanto se houver uma desistência pode aparecer um horário livre para a mesma semana. Monitoramos por alguns dias e as datas livres foram alteradas diversas vezes, infelizmente nenhuma que viabilizasse nossa ida.

Mercat de La Boqueria: quem gosta de conhecer cidades a partir de mercados pode passar pelo mercado que fica na Rambla. Há grande variedade de vegetais, doces, carnes, peixaria e também restaurante (dentro e ao redor). Há possibilidade de aulas de culinária, mais informação no site.

Jamón Experience: o “Jamón Ibérico” é um dos itens mais famosos da culinária espanhola – e catalã. Mas há um lugar para descobrir que Jamón Ibérico ainda não é o melhor. Para aprender detalhes – e diferenças, passe pelo Jamón Experience, na Rambla. Os mais entusiastas podem fazer a visita, que inclui – “pequena”, (sic) – degustação acompanhada por bebida e custa 19 €. Curiosos menos empolgados – como nós – podem passar na loja e puxar papo, qualquer funcionário tem uma quantidade enorme de informação sobre os produtos, desde as diferenças entre porcos que serão transformados neste tipo de presunto pendurado em cada bar e  casa.

ATRAÇÕES

– As entradas para atrações em Barcelona são, em geral, mais caras do que em outras cidades que visitamos. É preciso ter a visita bem planejada e fazer as contas para ver se vale a pena o cartão de descontos, com preços que variam de acordo com os dias em que for usado (por exemplo, 3 dias – 44€) . Inclui transportes em geral, mas as principais atrações, e mais caras, como a Sagrada Família, não estão no pacote (ou estão com descontos míseros). No site do BarcelonaCard você encontra informações detalhadas. [Fique atento: há MUITO mais opções do que as listadas neste blog, aqui nos referimos basicamente ao que nos interessou.]

– A cidade tem muitas opções de Free Walk diferentes, como passeios noturnos, pela cidade antiga, pelas obras do Gaudí, etc…  Aqui algumas para começar sua pesquisa: 1, 2 e 3

Sagrada Família: para ver com calma, reserve meio dia porque além da igreja há a possibilidade de subir em uma das torres e um museu subterrâneo que mostra a história da obra e explica algumas inovações técnicas. As filas facilmente dão a volta no quarteirão, vale a pena comprar com antecedência pela internet. O bilhete custa 14,80€ não dá direito a subir na torre, é preciso somar 4,50€ a sua compra. A entrada na igreja tem um horário reservado e na torre também. Há mais de uma torre aberta para visita, mas apenas uma estará designada em seu bilhete (pela internet é possível optar por sua preferida, mas não sabemos ajudar nesta escolha). A subida é num elevador panorâmico, a descida pode ser de elevador ou na vertiginosa escadinha – que vale mais a pena! O audioguia é dos mais interessantes que contratamos, custa 4,50€.

*Dica extra: caso não queira reservar com antecedência por não saber o horário exato em que chegará, o entorno da igreja é provido de Wi-Fi público, permitindo a compra através de um smartphone facilmente. Melhor que ficar na fila por um longo tempo. Dica extra 2: se a esta altura você procura uma comida bem baratinha no entorno, acredite, existe: um buffet livre à esquerda da bilheteria, não é excepcional, mas na nossa opinião, ganha do MC Donalds… Busque Lactuca Buffet.

Parque Güell: no verão, marque a visita pela manhã. Fomos pegos por um calor inesperado. Também há fila e hora marcada, portanto, comprar pela internet é boa ideia para evitar ficar horas “mofando” na porta.

Tradução mal feita é exemplo do que há no Museu Olímpico

Museu Olímpico: a recomendação é não ir! É desorganizadíssimo, sem lógica nenhuma. Nem é um museu da história das olimpíadas em Barcelona, nem um bom museu da história do esporte no mundo, na Espanha ou na Cataluña. O sentimento é de perder tempo e ainda está longe de quase tudo (perto apenas do Parque Olímpico, no alto de Montjuic, que na verdade tem uma vista panorâmica bonita). 5,10 € (jornalista não paga)

– Descendo de Montjuic, passe pelo Museu de Arte Nacional da Cataluña reúne muita gente para um relaxado pôr do sol nas escadas que levam à Fonte Mágica. Na fonte há um show com jogo de luzes e água de quinta a domingo, a partir das 21h. Outra opção é o Castelo de Montjuic, que pode ser acessado através do funicular.

Museu Picasso é das atrações mais procuradas de Barcelona. No primeiro domingo de cada mês a visita é gratuita. Se combinar com a data da sua visita, não faça como nós: chegue muito cedo!!! A fila impossibitou a nossa visita.

 

Pela foto com a réplica da taça, um fortuna!

Museu do Barcelona FC : o museu localizado dentro da estrutura do Camp Nou custa 23€ e tem muito da história do time, as taças de todos os campeonatos vencidos e, claro, um setor dedicado a Lionel Messi. O espaço no museu e nas lojas parece cada vez mais dividido entre o craque argentino e o brasileiro Neymar, muito popular com a juventude catalã – mas que ainda não caiu nas graças dos torcedores de longa data. A visita (individual, para guia custa mais 6€) segue por mesas interativas com gols, histórias e momentos marcantes do clube, leva o torcedor pelos vestiários e cabines de imprensa, até chegar ao gramado. No meio do trajeto a equipe do museu tira algumas fotos dos visitantes. Elas viram uma montagem que pode ser adquirida ao final por mais 20€. Outro opcional é tirar uma foto na sala de coletiva de imprensa com uma réplica da taça da Champions League, por outros 15€… Infelizmente, não havia partida nas datas em que estivemos na cidade, porém as entradas podem ser compradas diretamente no site.

– Castellers: lembra das torres humanas? Pois é, esta tradição catalã nós perdemos. Mas lembramos aqui para quem quiser ter a chance de ver um ensaio – ou quem sabe descobrir uma performance real. Os treinos costumam acontecer perto da estação de metro de Clot (linha vermelha No. 1 ou linha lilás n º 2). As sessões de formação são, normalmente, na terça-feira às 19h30, quintas-feiras, às 20h00 e sextas-feiras, às 21h, de fevereiro a novembro (férias de Verão são normalmente tomadas em agosto). Mais no site.

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