No início pensamos em várias pequenas viagens pela Andaluzia com o intuito de conhecer bem o sul da Espanha, mas a verdade é que não dava vontade de sair de Granada. Então não saímos. Aqui compilamos algumas dicas que podem ajudar a quem quiser aproveitar essa charmosa cidade e desvendar a maravilhosa Alhambra.


A cidade

– Há muito que ver em Granada. A cidade tem um bairro cigano (Sacromonte), um bairro árabe (Albayzín), um bairro judeu (Realejo) e toda a tentativa dos católicos de se equiparar (inclusive construindo uma catedral gigantesca)! Perder-se em cada uma dessas regiões pode tomar mais ou menos tempo, mas faz parte de entender o caldo cultural da formação da cidade. (Para um pouco do que fizemos, aqui)

Olhe, mas não se preocupe muito antes de atravessar

– Uma boa maneira de começar a conhecer um lugar são os free walking tours (“caminhadas turísticas grátis”, em que você oferece ao guia uma gorjeta de acordo com suas possibilidades e o trabalho dele). O de Granada não entrou na lista dos melhores que já fizemos pois tinha mais historinha que informação. Mas é uma opinião muito pessoal e talvez varie de guia para guia. Para quem tem duas horas para a caminhada coletiva, Feel the City. Eles organizam também um show de flamenco em um pequeno tablado. Há outras empresas que fazem passeios similares, tais como a Free tour Granada, Free Granada Walking Tour e tantas outras. Algumas tem tours diferenciados e com preço fixo relacionados às covas que ficam no bairro de Sacromonte, ao bairro árabe e claro, à Alhambra.

– Nossa hospedagem inicial foi na área central da cidade, próximo à Catedral, na Gran Vía. Recomendamos como boa localização já que é possível caminhar a partir dali até o Albayzín, Alhambra e Calle (rua) Elvira (onde se concentram muitos bares de tapa). Como referência, o organizado e familiar Barbieri Hostel, Calle Fabrica Vieja, 8.

– Fugindo do Centro, ficamos na casa de amigos no bairro San Miguel Alto e a distância (principalmente na hora de voltar) era compensada pela vista e o sossego. Nesta região há poucas opções de estadia. Vimos uma cova-hostel em Sacromonte e e um par de hostels no alto do Albayzín, pode valer a pena para quem não se importa com caminhadas morro acima.

– Viver de bebida e “tapa” por uns dias não faz mal a ninguém. Calle Elvira e região concentram muitas opções.

A rua proporciona uma rota de tapas também

1) Bodegas Castañeda (Calle de Almireceros), foi nossa melhor refeição e a melhor tapa. Sem contar que os garçons são daqueles simpáticos e antigos no ramo;
2) Los diamantes (Plaza Nueva, 13) é especializado em frutos do mar, peixinho frito ótimo;
3) La antigualla (Calle Elvira), não foi o melhor sabor, mas foi a maior tapa;
4) Babel (Calle Elvira) tem muitas opções, inclusive sabores de outros países. Lá era possível escolher entre as tapas do cardápio;
5) Meridional (Calle Cristo de Santo Agustin – fora da Elvira, próximo a Catedral) Finalmente uma tapa boa e mais saudável! Agradável a chance de uma mesa na praça;
6) Shambala (Calle Fabrica Vieja) – não ‘tapeamos’, mas o capricho do menu no almoço indica ótimas tapas. Há muitas opções vegetarianas, veganas e sem gluten;

– Quem passa pela Andaluzia pode querer ouvir e ver flamenco. No caso de Granada, a tradição já virou show turístico. Para produção menos elaborada, procure o pequeno tablado do Le Chien Andalou (Carrera del Darro, 7), gostamos muito. Não fizemos reserva, mas entramos por sorte. É melhor ligar. São 3 a 4 shows por noite no verão (a cada 2h a partir das 18h).

– Ainda sobre flamenco, há muitas opções em Sacromonte. O bairro é famoso pelo ritmo, mas também pelas “cuevas”, um tipo de construção: cavam um buraco gigante na montanha e vão colocando pilastras para garantir a estrutura das casas. Moram ali. Há um museu sobre o tema, mas preferimos entrar apenas numa casa qualquer a troco de alguma gorjeta. Do bairro se consegue (mais uma) linda vista da Alhambra.

– No mirante San Nicolás, muitos turistas e hippies vendendo artesanato se concentram para ver por do sol e a Alhambra, que vai ficando mais e mais vermelha conforme a noite cai. Boa pedida.

A Alhambra

– A Alhambra se constitui de várias partes. Há um parque ao redor para o qual não é necessário comprar entrada. Mas para as atrações sim: Palácio de Carlos V (ingresso à exposição com custo à parte, apenas entramos na parte livre), Nazaries (Construído como a casa do Emir), Alcazaba (o forte militar) e Generalife (os jardins).

– Regra básica: compre a entrada o quanto antes. Na primavera/verão, pelo menos 15 dias de antecedência é recomendado. Compre no site.

Lindo olhar pra baixo!

– Na hora da compra do ingresso você deverá selecionar o período, manhã ou tarde e seu horário de entrada no palácio Nazaries. Esta parte da visita tem um controle de quantidade de pessoas, logo, uma faixa de horário de 30min fixa para entrada, mas sem limite para saída. Desse modo, o ideal é organizar sua visita e o trajeto que fará ao redor dele. O site indica uma visita de 3h, mas ficamos muito mais (como sempre fizemos, na verdade)! Neste outro site você encontra um mapa interativo. Este é o fator limitante para a compra do ingresso para dias muito próximos. Na data deste post simulamos uma compra para os dias seguintes e encontramos vários ingressos disponíveis, porém todos com horário de entrada no Palacio faltando 1h ou apenas 30min para o fechamento da Alhambra… Se não tiver outra oportunidade aproveite, caso contrário, replaneje !

– Atenção: não se deixe levar pela aparente organização da entrada do palácio Nazaries. A ideia é que durante os 30min as pessoas possam acessa-lo confortavelmente, mas grupos atropelam a fila, muitos fazem fila sem estar no horário e os funcionários não dizem nem organizam nada. Não deixe a hora passar, pergunte!

– Há hotéis dentro da Alhambra onde é possível tomar um café ou almoçar. Se a busca for por opções econômicas, há máquinas de sanduiches e bebidas quentes e frias logo na entrada (uma escada abaixo da bilheteria) ou próximas à entrada do Nazaries. (incluir mapa da Alhambra)

– Se houver chance de chuva, vá preparado. Não há muitos lugares onde se esconder.

– A visita à tarde pode ser interessante para aproveitar a linda iluminação ao por do sol, ótima para boas fotos. Existe também a opção de visita noturna no verão. Para quem já viu durante o dia, deve ser interessante também.

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