O problema de ir à Itália é programar um mês é perceber que podia passar a vida toda por lá. É bom já chegar consciente deste fato. Aqui reunimos várias dicas para cruzar o país em transporte público, onde dormir, o que comer … e também por onde começar a ver Roma, Napoli, Siena, Florença, Bolonha e Veneza, as cidades que fizeram nosso caminho.

TRANSPORTE

As cidades italianas estão muito bem conectadas de trem. Mas a empresa que te leva por preços menores, a Trenitalia, vai fazer DE TUDO para esconder as passagens baratas. Outra opção de empresa, em geral mais cara, é a Italo. Os ônibus que pesquisamos não tinham preços atrativos, mas podem ser válidos no caso de uma rota que demande muitas trocas de trem e perda de tempo neste processo. Cheque se este for o seu caso.

1. Aqui algumas dicas sobre a Trenitalia, empresa que usamos:

Fim de tarde na estação de Siena

1.a. Ao pesquisar preços na Trenitalia na internet ou nas máquinas de autoatendimento, nunca esqueça de escolher a opção “tutti i treni” (“todos os trens”). Caso contrário, os resultados se resumirão a trens mais rápidos e muito mais caros.

1.b. Mesmo se você preferir comprar com o vendedor, pesquise no site antes para não acabar comprando um trem mais caro sem necessidade. Além disso, na internet você localiza promoções (que às vezes tem como condição a compra direta do vendedor, mas aí é outra história).

1.c. ATENÇÃO: Se você tiver um bilhete de trem regional, mas não validar o bilhete na estação (validar é inserir o bilhete em uma máquina que registra o horário de uso da passagem, há muitas nas plataformas, mas nenhuma dentro dos trens), é como estar sem ele: se passa um fiscal e sua situação for irregular, a multa é pesada.

1.d. Comprar ou não adiantado?

Existem os trens rápidos e mais chiques, os Freccia + nome de cor (rossa, bianca, etc), os Intercity e os regionais.

Para os regionais o preço não muda (pode comprar faltando 2 min para sair, testado e aprovado). Estes são os mais baratos, não tem lugar marcado e o bilhete é valido por 2 meses a partir da compra (pode pegar qualquer regional a qualquer momento) e a partir do momento que você valida o bilhete na estação, indicando que vai entrar no trem. Você tem 6h para entrar e sair do trem, trocar, pegar outro (no mesmo trecho!!!) e está tudo certo. Ou seja: nesse caso dá pra aproveitar e sair em alguma cidade rapidinho se quiser fazer algo curto antes de seguir viagem. Portanto, se for viajar de trem regional não há vantagem em comprar antecipadamente.

A desvantagem deste trem é que os regionais são os mais lentos e é provável que seja necessário trocar de trem no meio da viagem. No caso dos outros trens, as passagens variam de acordo com o tempo de percurso e eles tem categorias de preço. Há a super econômica, a econômica e a base. A seguir um exemplo do Roma-Napoli em agosto/14 (o preço foi verificado com 45 dias de antecedência):

2ª Classe
Base  24. 50 €
Economy  19. 00 €
Super economy 9. 00 €

Por 9 € esse Intercity chega em Napoli em 2 horas. O regional custa 11,20 € (tarifa fixa) e vai demorar 2h30. Ou seja, a compra antecipada te leva com mais conforto e mais barato. Por outro lado, comprando com tanta antecedência por  causa de 2€ e 30min em economias você está “amarrando” seu roteiro. E se bater aquela vontade de passar mais um dia em Roma? Aí não vai ter jeito a não ser o prejuízo…

Resumo da ópera (opinião pessoalíssima): se a diferença da tarifa Super economy para o Regional for substancial, compre antecipado caso “amarrar” a viagem não seja um problema para você. Nós não compramos nada antes, mas em cima da hora nada custa menos do que 9 €. Durante a viagem, percebemos (antes de fazer Napoli-Siena) que havia  passagem por 9 € na super economy. Mas aí resolvemos ficar mais em Barcelona, mais em Roma, mais em Napoli. E finalmente aconteceu o previsto: encareceu. Foi quando aproveitamos uma promoção da Trenitalia para viajar no sábado, 2×1. Compramos duas passagens por 50 euros, ou seja, 25 € cada. Saiu melhor que os 30 € normais, mas bem mais caro que os 9 € possíveis…  No final, achamos que valeu à pena: preço não é tudo! Onde fica a diversão?

1.d. Apps para trens

– Trenit: tem os horários de todos os trens, o percurso, as paradas de cada linha (no trem e no bilhete você vai ler o nome da última estação, não necessariamente a sua. Péssimo para corações ansiosos…).

Prontotreno: o App oficial não funcionou em nosso aparelho, mas sabemos que localiza o trem e informa se há atrasos.

2. Transportes municipais

Por dentro de um vaporetto

2.a. Roma: bilhetes simples de transporte são por tempo de uso (e para vários tipos de veículo).

dois aeroportos. Fiumicino e Campino. Avalie se chegar em Fiumicino é uma boa ideia. Em geral, voos low cost vão para lá. Mas está mais distante e o trem que o conecta ao Centro custa 8 €. Há ônibus por até 5 €.

2.b. Região metropolitana de Napoli: viaje de trem, saindo da estação Napoli Centrale. Para ir à Herculano, Pompéia e começar o caminho à Costa Amalfitana, compre bilhetes da Circunvesuviana: são vendidos na bilheteria subterrânea, mas é mais fácil comprar na tabacaria que está no primeiro andar. O rapaz lá explica melhor as coisas que a informação turística!

Esta região é dividida em “anéis” e o valor do bilhete vai mudar de acordo com o lugar para onde você vai. Se visitar Pompéia (2,90 € por bilhete), há duas estações na cidade. Desça na Pompei Scavi para o sítio arqueológico.

Para a Costa Amalfitana, você vai usar o trem da Circunvesuviana até Sorrento e lá pegar um ônibus para seguir viagem. Verifique os horários para Amalfi – Positano – Sorrento.

Outra opção é usar a barca a partir de Sorrento. Verifique preços e horários nos sites das empresas: Alilauro, Caremar, Gescab, NLG e SNAV.

2.c. Siena / Florença: Comprar bilhetes de ônibus em uma tabacaria ou direto do seu hotel é 50% mais barato do que diretamente com o motorista.
As áreas turísticas são relativamente pequenas, é possível fazer tudo à pé se você ficar perto das atrações principais. Porém, calcule se a comodidade de um hotel muito bem localizado cabe no orçamento ou se não é melhor ideia pagar transporte público ou andar um pouco mais.

2.d. Veneza: vaporetos são pequenos barcos que funcionam como ônibus. Compre os bilhetes na Piazzale Roma e encontra as estações ao longo do canal. É mais barato comprar na bilheteria do que diretamente no vaporeto. Não vimos bilheterias em outras estações, apenas na Piazzale Roma. De vaporeto você visita as ilhas menores – Lido e Murano, esta famosa pela produção de vidro. Mas para as atrações principais de Veneza é possível fazer tudo à pé. Os valores variam de acordo com as distâncias percorridas. Piazzale Roma – Lido, por exemplo, custa 4 € (8 ida e volta).

Em cada estação há um mapa como os de metrô, indicando os caminhos por onde segue cada linha. Repare que algumas linhas vão para o mesmo destino final por caminhos diferentes. Pode ser interessante variar linhas para ver diferentes partes da cidade a partir dos diversos canais.

Da Piazzale Roma saem ônibus para a parte “em terra firme” de Veneza. Se você optar por acomodações mais baratas certamente vai precisar deles. É necessário comprar tickets na bilheteria (em tese os motoristas não venderiam bilhetes durante o dia. Mas na realidade ainda vendiam em jun/2014. Só que custam mais caro).

Gôndola: antigamente as gôndolas faziam realmente transporte de passageiros na cidade, mas hoje o serviço se resume a passeios turísticos. O preço é tabelado, custa 80 €/ 45min, cabem até 6 pessoas. Vários guias de viagem dizem que é possível negociar preços – mas ao mesmo tempo garantem que você vai ver menos, ou ser mal atendido, etc. À noite é (ainda) mais caro 80 €/ 45min. Mulheres são raras nos canais: mais de 400 remadores, duas mulheres. Alex Rai é a mais antiga enfrentando o machismo local e a justiça italiana. Ela tem uma licença diferente dos demais, não fica esperando passageiros no ponto. Seu serviço é privado (nisso é única na cidade, antes dela o último gondoleiro do tipo atendia à milionária colecionadora de arte, Peggy Guggenheim) e o passeio é um pouco mais longo.  Não usamos seu serviço, mas aqui está o contato.

ALIMENTAÇÃO

A menos que você não coma macarrão e pizza, vai passar muito bem na Itália! Mas fique tranquilo: há bem mais que isso. Os lugares turísticos geralmente oferecem menus (com entrada, prato principal e sobremesa por cerca de 15 € ), mas a verdade é que pedir um prato do cardápio costuma ser mais barato e suficiente (difícil imaginar a possibilidade de comer três pratos de comida em sequência na Itália!).  Faz sentido pesquisar os pratos de cada região, há muita variação e cada formato de macarrão vai combinar perfeitamente com um molho, etc. Um pouco de informação sobre o tema você encontra a seguir, assim como um ou outro bom restaurante dos vários possíveis. Sobre bebidas, sempre há vinhos regionais especiais, mas o “da casa” sempre nos fez felizes. Há muitas razões ecológicas e econômicas para fazer como os italianos: não beba água engarrafada, peça do “rubinetto”, a boa e velha “bica”.

Devorando mexilhões em Procida

Roma é famosa pela pasta com molho Carbonara. Segundo uma guia turística que conhecemos por lá, um molho bem feito precisa ter bacon, a gema de ovo (é a base do “molho” deste macarrão) deve estar toda crua/mole, com queijo e muita pimenta do reino por cima. Creme de leite? Nem pensar! O do Hosteria La Vacca M´briaca combinou com a descrição e estava uma delícia.

São comuns também as lojas de pizza em fatias. O melhor delas é poder pedir um pedacinho de cada sabor. Valores variam com sabores, com 3 € uma pessoa come bem.

Gelatos (sorvetes) estão em todas as esquinas! O do La Dolce Vita é muito (muito) bom. Em qualquer sorveteria custa 2 € a bola.

Napoli é a terra da pizza. Possivelmente qualquer uma será boa como a do Vezi, mas há as melhores. A do Al 22 é ótima (Via Pignasecca, 22)! A do Atílio (na mesma rua) foi bem recomendada, mas não conseguimos provar.

Lá são fresquinhos os frutos do mar. O Spaghetti al Cozze (com mexilhões) do Graziella, em Procida, era maravilhoso (assim como a porção de aliche frito, as bruschettas, tudo!) Está na Marina Corricella e a vista ajuda na digestão. Até o Matt Damon já comeu lá…rs

NÃO PERCA o Ragu (molho de tomate com carne) do Tandem. Não é lugar para vegetarianos. Só depois de comer você vai entender porquê é possível comprar até só o molho e um pãozinho, sem a massa junto.

O melhor sorvete que provamos na Itália (!!!) está na Casa Infante.

Siena: o  orgulho local é doce, prove um Panforte – espécie de torrone cheio de amêndoas e frutas secas.

O molho (sugo) Sienense é feito de carne de porco. O nhoque no Antica Trattoria é uma recomendação.

Florença: Sua chance de provar a Bisteca Fiorentina – repare que no cardápio o preço dos bifes é pelo peso que terão. Chegam a 400g facilmente!

Bolonha: Estivemos em Bolonha para confraternizar com amigos. Comer uma boa massa à bolonhesa fez parte do processo. Recomendamos enfaticamente a Osteria dell Orsa (só não foi o melhor macarrão da minha vida porque fui no Tandem, em Napoli).

Veneza: Pensa em uma comida cara!? Nenhum preço é razoável em Veneza e até onde pudemos pesquisar, nada valia o investimento realmente. Por tudo isso o take away do Alfredo´s tem fila na porta. Compre ali uma caixinha da sua massa preferida e coma sentado na primeira ponte que encontrar (ah sim, além de barato é gostoso!). [obs: Meses depois da viagem uma italiana de Roma contou que achou comida italiana boa de verdade no bairro judeu de Veneza. Quem encontrar o lugar pode anotar o endereço e comentar aqui 😉 ]

Em busca da bolonhesa perfeita

HOSPEDAGEM

Em todas as cidades da Itália que visitamos estadias em dormitório bem localizados custavam mais que 15 € (em junho, início da alta temporada). Há fortes recomendações para que sejam feitas reservas com antecedência nesta época. Em Roma e Napoli fugimos do abuso com a solidariedade de amigos que nos receberam (Grazie Renato e Ana)!

Em Siena, a opção mais barata que encontramos foi Siena Hostel, que na verdade parecia mais um hotel e custou 46 € com café da manhã (a noite em quarto-dormitório para dois). Atenção: eles dizem que são vizinhos da estação de trem, mas isso não é verdade. Andamos muito pra chegar e, quando chegamos, descobrimos que havia um transfer gratuito (o que aliás confirma nosso argumento de que não era perto!)

Em Florença, tentamos primeiro um Hostel The Queens, muito bem localizado (na rua da Catedral), por 12 € a cama (quarto para 5). O lugar era horrível, sujo, camas quebradas, banheiros insuficientes, não inspirava a menor confiança e os donos não estavam para nos abrir a porta quando chegamos.

O Plus Camping Michelangelo nos fez descobrir um mundo novo! No verão há vários campings na Europa onde você pode ficar até sem ter barraca. Eles alugam “tendas montadas” com cama e tudo! (lá, 11,50 € a cama em tenda para três). Os banheiros e chuveiros são compartilhados, o que pode demandar uma caminhadinha à noite, mas tudo estava suficientemente organizado. Neste camping havia dois inconvenientes: internet só perto do restaurante deles e nada de cozinha. Ao contrário do que eles mesmos dizem, não achamos muito longe e sempre descíamos para “a cidade” por uma escadaria próxima.

Em Veneza, recorremos ao Camping Serenissima (10 € a cama em quarto para dois). Outra ótima opção, incluindo lavanderia barata e funcionários simpáticos. Eles também têm restaurante e mercadinho, mas os hóspedes podem usar uma cozinha comum – estrutura apenas regular, mas funcionava. Internet não está incluída no preço da diária, é contratada por tempo e só está acessível perto do restaurante.

ATRAÇÕES

1. Roma
São mil camadas de História e precisa da eternidade para ver tudo. Reunimos a seguir parte do que fizemos (por favor, não esperem aqui descrições exaustivas e todas as possibilidades pois não encontrarão. Prometemos apenas o primeiro passo da sua pesquisa!). Há um tal “Roma Pass” que dá direito à várias entradas, mas era bastante caro e não incluía o Vaticano. Para o nosso roteiro não valia à pena. Quem trabalha com comunicação, artes e arquitetura deve estar atento e sempre perguntar porque para estes profissionais muitas entradas são gratuitas. O mesmo vale para estudantes (mas neste caso, quase sempre é necessário ser da União Europeia).

1.a. Qualquer igreja tem um monte de obras de arte. San Piedro i Vinculo ( Piazza di San Pietro in Vincoli, 4/a), perto do Coliseu, tem o Moises de Michelangelo (de graça!). Atenção mulheres: levem um lenço para tampar os ombros e deixem em casa as roupas curtas caso queiram visitar igrejas na Itália. a exigência sempre se repetirá.

1.b. Coliseu e Foro Romano/Paladino você visita pagando uma só entrada, isso é compulsório (12 €). As visitas podem ser feitas em dias diferentes. O “pulo do gato” é comprar sua entrada no Foro Romano, onde não há filas.  Evite o Foro Romano em dias de chuva, não há abrigo. Muito dele pode ser visto também do lado de fora. Jornalistas não pagam entrada.

1.c.  O Circus Maximus é um grande descampado que você vê de graça caminhando na rua.

1.d. Fontana de Trevi: (é triste) pelos próximos dois anos está sequinha, sequinha (em restauração). Mas os turistas continuam jogando moedas e olhar é grátis.

1.e. Vaticano: o museu é gigantesco (16 €) e tem muito mais para ver que a Capela Sistina – de arte egípcia à Picasso. A visita demora muitas horas e o áudio-guia deles é interessante. Avalie se vale ir em domingos e festas, tudo estará mais lotado e complicado. A Catedral de São Pedro também consome algumas horas de encantamento, é enorme e cheia de curiosidades. Em um dia no país do Papa vimos muito, mas ficamos longe de ver tudo. Economize seu tempo pagando 4€ a mais pela reserva via internet (a fila geralmente é enorme).

1.f. Ao anoitecer, não deixe de caminhar até a beira do Rio Tibre para assistir Roma e o Vaticano se acenderem. Depois, não faz mal um passeio entre os bares e restaurantes do bairro de Trastevere.

1.g. A Galleria Borghese e o Pantheon ficaram para um próxima visita, mas muita gente recomendou ir.

 

2. Napoli

Consulta aos ótimos materiais de Pompéia

Estávamos mais preocupados em vagar pela cidade do que em buscar atrações especificamente. Ao final, não visitamos os quilômetros de túneis romanos abertos à tours (9 €), nem entramos na Il Pio Monte della Misericordia, para ver um Caravaggio famoso guardado por lá (Sette opere di Misericordia).  A seguir algumas dicas da região:

2.a. Suba ao castelo Sant´Elmo para ver a baía de Napoli e o Vesúvio do alto (não entramos efetivamente no Castelo, mas é possível).

2.b. Entre no Castelo del´Ovo para admirar a baía (grátis).

3.c. Passe pela Galleria Umberto I, parecida com a famosa Galleria Vittorio Emanuele II, de Milão – mas sem as lojas de grife (olhar é grátis).

3.d. Qualquer visita a Napoles deve incluir um passeio pelo populoso e popular Quartieri Spagnoli, bem no Centro. Lá, fique atento aos grafites!

3.e. Conheça Procida: amamos a ilhota de casas coloridas e tranquilidade não-turística que se percorre à pé. Repare a posição do sol para não perdê-lo num mergulho de fim de tarde. (Você também pode visitar a famosa Capri e a Costa Amalfitana, destinos famosos na região). Se for comprar tickets pela internet para os barcos, fique atento à localização dos portos ou chegue um pouco antes. Há dois, 1,5km de distância entre eles.

3.e. Não perca Pompéia: é muito interessante, mais que qualquer ruína que visitamos na Itália. Além disso, é a zona arqueológica mais bem sinalizada que visitamos até aqui (escrevemos depois da Grécia!). Você aprende muito com os livrinhos em vários idiomas (grátis) e com o excelente audioguia que se contrata na portaria. Desça na estação Pompei Scavi da ferrovia Circunvesuviana. Passamos o dia todo lá. Também é possível visitar Herculano, outra cidade “congelada no tempo” depois de enterrada pela erupção do Vesúvio em 79 d.C. Esta é menor e, segundo muitos, ainda melhor conservada.

3. Siena
Lindo passeio ao passado medieval. Aqui, por onde você pode começar:

Vista da Catedral de Siena

3.a. O Palio di Siena é o grande evento local. A corrida equestre é realizada duas vezes por ano em 2 de julho e 16 de agosto. Se o objetivo é acompanhar a competição, organize-se com bastante antecedência, especialmente para reservas de hotéis (mas deve ser bom comprar também trens, muita gente se hospeda ao redor e vem no dia). Caso resolva hospedar-se fora da cidade, segundo nos informaram, chegue muito cedo ou não vai achar um lugar na Piazza del Campo, onde a ação acontece. Visitamos na semana anterior ao primeiro pálio e já havia muita atividade relacionada.

3.b. Catedral de Siena: a imponente catedral listrada vale cada segundo da visita. Há mais de um tipo de entrada, mas aqui é vantagem comprar a que dá acesso as seis áreas da igreja (12 € na alta temporada).  Jornalista não paga. (Aqui, informação completa em inglês/italiano).

3.c. Optamos por uma vista da praça, e não a partir dela. Mas na Piazza del Campo é possível visitar o Palazzo Pubblico e a Torre del Mangia.

4. Florença
Perca-se e encontre-se no berço do Renascimento Italiano. Nós vivemos Florença assim:

Estátuas em qualquer lugar em Florença

4.a. Uffizzi é a galeria mais importante da cidade (10 € ). No verão, reserve o horário de entrada (custa 4 € a mais) com antecedência de ao menos um dia. É possível fazê-lo pela internet ou pessoalmente (há uma fila curtinha especial para este fim). Chegar com reserva vai te poupar de horas de fila para entrar. Jornalistas (e profissionais ligados às artes e arquitetura) não pagam a entrada, mas pagam a reserva. Na entrada há guias e audioguias para a exposição (por diversos valores).

4.b. Galleria dell’Accademia (6,5 €, inteira) é a casa do Davi original, a enorme escultura de Michelangelo, e muitas outras obras. Nós tentamos reservar com dois dias de antecedência e todos os horários estavam lotados. As filas começam a se formar antes de abrir e dão voltas no quarteirão.

4.c. href=”http://www.ilgrandemuseodelduomo.it/#cattedrale”>Catedral Santa Maria del Fiori – a entrada era gratuita e os interessado em subir ao famoso Duomo de Florença (a cúpula da catedral) pagavam ingresso. Agora o site oficial informa que a catedral está fechada até novembro de 2015 para obras – na época da visita a reforma já havia começado do lado de fora.

4.d. Há muitos lugares para serem explorados de graça, a cidade em si é uma galeria: Palácio Vecchio (também é possível entrar nele, pagando); Ponte Vecchia (a única poupada na II Guerra); Piazalle Michelangelo (Davi falso e linda vista!); Piazalle della Signoria (outro Davi falso e muitas outras esculturas, incluindo a Fonte de Netuno).

5. Veneza
Com calçadas estreitas, Veneza parece sufocada de tanta gente. Os grupos grandes de 30, 40 pessoas e um guia, se espremem da manhã à noite. Mas a cidade é linda de todo jeito. Sugerimos o seguinte, para começar a visita:

5.1. Faça um passeio agradável se perdendo pelas ruas, inventando uma rota entre a Piazzale Roma e a Piazza San Marco que não seja a que todo mundo pega. Passe pelo bairro judeu e por canais pequenos. Não deixe de ver a Casa d´Oro, considerada por muitos a mais linda da cidade (é possível visitar a casa, hoje uma galeria de arte).

5.2.  Saiba que passeios de Gôndola são caros. Resolvemos não investir nisso, mas você pode (há dicas na sessão transporte deste post).

5.3. Palazzo Ducalle – há uma visita guiada que inclui todo o palácio. Chama-se “Itinerário Secreto” (20 €) . Vale à pena pegar mais porque se entende bem a história da cidade a partir de lá e, pelo menos a guia que nos atendeu, era excelente. Atenção: visitas em inglês são bem mais difíceis de marcar, pode ser melhor reservar antecipadamente.

5.4. Lido – uma das maiores ilhas do lago. Visitamos em “missão pessoal”. A casa do Festival de Cinema de Veneza não pareceu um lugar imperdível. As praias são feias. Mas foi gostoso para passear de bicicleta 😉

5.5. Murano – não fomos, mas sinto que faltou. Os fabricantes de vidro se concentram lá há séculos e são mundialmente reconhecidos por sua arte. Muitas peças estão à venda nas lojas de Veneza, há uma concentração das mais bonitas (mais elaboradas e certamente mais caras) na Piazza San Marco.

5.6. Catedral – filas descomunais se formam para ver as relíquias de São Marco a qualquer horário. Desanimamos. Acho que esta visita faltou e depois descobrimos “o óbvio”: é possível reservar um horário para visitação e cortar a bendita fila.

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