Passamos dias relaxados na baía de Kotor, onde nos hospedamos no pacato vilarejo de Prčanj. Visitamos Kotor e sua antiga cidade murada, construída pelos venezianos. E gastamos uma bela tarde de sol admirando os veleiros diante da entrada da baía, em Perast. Tudo isso recomendamos para dias de férias, assim como insistimos para evitar Budva a todo custo! Para saber mais sobre este litoral que é praticamente dos russos no verão (ah sim, tem muito sérvio também), não perca este post. E atenção: contamos ainda sobre como chegar à Albânia a partir de lá. Pode acreditar, era um enigma!!!

Por algum motivo, quando um lugar tem muito turista russo, os preços serão mais salgados do que o esperado. É o caso do litoral montenegrino, onde perguntaram para nós (baixinhos e morenos) se era melhor ser atendido em russo ou em inglês!

Muros se confundem com a paisagem de Kotor

INFORMAÇÕES GERAIS

Brasileiros não precisam de visto para Montenegro e a moeda, diferente dos outros países balcânicos, é o Euro. O meio de transporte mais utilizado são os ônibus e não encontramos um local que informasse com precisão os horários entre suas cidades, apenas algumas tabelas online que não davam mais que uma ideia vaga. Nas rodoviárias encontramos tabelas atualizadas que exibimos aqui. Porém, nos parece que os horários podem mudar facilmente, então não confie 100%…

Kotor em Motenegro e para Croácia, Sérvia e Bósnia
De Kotor vários destinos em Montenegro
De Herceg Novi para vários destinos em Montenegro e região

KOTOR

As estadias são caras para a média regional, especialmente caso você queira ficar dentro da cidade murada de Kotor. Mas, de certo modo, esta foi a nossa sorte!

Por causa dos preços nos “escondemos” em Prčanj, um vilarejo pacato a apenas 6 Km que se pode acessar com os ônibus (1 euro) que passam a cada hora (ou peça carona). O ponto de ônibus está no início da estrada que leva ao povoado, de frente para os correios, perto da rodoviária. Ficamos em um dos apartamentos do Bosco, cujo contato não temos. Mas está ao lado da Adriatic Guesthouse, que reservamos e ao final estava cheia por um erro deles na administração… bem, esta fica no nº 208. No Bosco saiu por 23 euros o quarto de casal com vista para o mar e cozinha para hóspedes com mesa no quintal. Muito simples, mas agradável. Os quartos ficam no fundo do quintal, subindo um morro. Internet é complicado… só lá embaixo, sentado na rua…

Problema maior que a distância de Kotor é a estradinha apertada demais. Ela contorna toda a baía, encostada no mar, de cara para as montanhas altas e carpadas, que muitos comparam com fiordes. Se você estiver de carro (isso é sério), cuidado para não perder o retrovisor! E se não estiver dirigindo está permitido fechar os olhos de vez em quando para não ver a aproximação de outros veículos…

Em Prčanj encontramos pedaços de praia muito tranquilos e silenciosos, água limpa para nadar e até uma festa local com mexilhões cozidos sendo distribuídos para a comunidade, ao som de músicos animados (mas desastrosamente desafinados). Parecia demais com uma quermesse do interior do Brasil – à exceção do prato nada típico, claro!

Prainha muito relax em Prčanj

Outro lugar bonito para um passeio é Perast. Fomos no ônibus que passa pela porta da cidade murada de Kotor a cada hora.

Kotor, a cidade, pode ser visitada em apenas um dia. Calce sapatos confortáveis e escolha a hora mais fresca ou o pôr-do-sol para subir no alto da fortaleza. O começo da trilha está dentro da cidade murada, ao final das construções medievais, e a entrada custa 3 euros. Atrás do muro há um pasto e uma igrejinha que também é possível explorar. Por lá se descobre uma nova passagem, pela qual se pode descer até a antiga casa de geração de energia. Esta trilha está desenhada no mapa do aplicativo para smartphones MapsWithMe de Montenegro. E se você começar pela tal casa de geração de força não há cobrança de entrada… a impressão é de que seria mais fácilsubir por lá do que enfrentar a “escadaria oficial”. Em Kotor visite também as pequenas igrejas ortodoxas e reserve uma hora para tomar um café com torta em um dos estabelecimentos próximos à entrada principal do muro.

Não é cenário de filme como sugerem, mas podia ser

BUDVA

A menos que você goste de muvuca, muvuca séria, evite a todo custo (ao menos no verão)! As praias são quase totalmente privatizadas e uma cadeira para o dia pode custar facilmente entre 40 e 70 euros! Infelizmente, nestas áreas mobiliadas da praia não adianta dizer que você vai sentar no chão. O preço não é só pelo uso dos móveis ou de um guarda-sol… é pelo uso da praia! Mas, na verdade, as cadeiras estão a 20cm de distância uma da outra, não há espaço sobrando. E cada setor tem seu bar com DJ e música alta. Caminhamos mais de uma hora para encontrar um lugar em que fosse possível sentar a beira-mar sem ter que abrir a carteira. Contra isso, centenas de pessoas se espremem sob as árvores, na lama, entre a areia e o calçadão, mas bem longe da água. Para visitar boa parte da antiga cidade murada é preciso pagar. Já a área “moderna” da cidade é muito feia, sem nenhum planejamento, cheia de construções abandonadas mostrando a estrutura. Bom, não temos argumentos para incentivar visitas à Budva.

DE ULCINJ À ALBÂNIA

Ulcinj é uma cidade disputada entre montenegrinos e albaneses faz tempo. A mistura étnica fica óbvia com o aumento da presença dos minaretes dos albaneses muçulmanos. Infelizmente, vimos apenas o quintal da pensão Molabeciri (23 euros, quarto duplo) que usamos de escritório. A tal pensão está escondida em uma ruela (cujo nome não é o que está no booking.com). Use seu montenegrino fluente (rs) para pedir ajuda na rua porque nem placa tem. Mas com uma linda parreira de kiwis no quintal e as donas, gente simples e simpática, é um lugar muito agradável de estar.

Ulcinj é a cidade-conexão caso seu objetivo seja descer pelos Balcãs em direção à Albânia, entrando por Sköder.Prepare-se para o transporte mais abafado de sua vida! Sai diariamente às 8h, 12h e 16h e custa 12 euros (em julho/2014). Vai te deixar em uma praça albanesa, como é o costume local.

 

 

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