A Albânia nem estava no roteiro inicial e foi catapultada a um dos países que mais gostamos: gente simpática, comida boa, preços excelentes, lagos deslumbrantes, trilhas e montanhas inesquecíveis, história interessante e praias no melhor “estilo grego”. Mas como tudo tem um porém, apesar de estar na Europa, viajar por lá pode ser uma aventura. Principalmente se o tema for transporte. Compilamos tudo que encontramos pra tentar ajudar na sua viagem, mas vale o alerta: em um país aberto ao turismo há poucos anos, tudo muda muito rápido, inclusive a informação.

Abaixo você encontrará informações sobre moeda, hospedagem, alimentação e atrações.

Moeda/câmbio

A Albânia utiliza o Lek como moeda e a cotação em Ago/2014 era de 1 Euro = 138 Lek. Nossa média de gastos foi de 18 euros/dia/pessoa. Uma dica: uma alteração na moeda cortou um zero dos valores, mas algumas pessoas ainda falam os preços no valor antigo. Uma passagem que deveria custar 500 lek por exemplo (uns 4 euros) às vezes é informada como custando 5000 lek (40??). Use o bom senso ou pergunte sempre “new lek??”.

Alimentação

Contando todos restaurantes e compras, gastamos 5 euros/dia/pessoa. Os produtos nas mercearias, padarias e mercados são bastante baratos mas quase não compensa comprar ingredientes para fazer sua própria comida pois os restaurantes também são muito econômicos. Uma refeição custava em média 2,5 euros/pessoa sendo o dia mais barato, um em que comemos risoto, spaghetti e uma cerveja por 2,52 euros.

Transporte

O principal meio de transporte entre as cidades são as vans e ônibus, porém muitos motoristas particulares disputam seus clientes, partindo quando o carro estiver cheio. Todas opções são bastante econômicas e gastamos em média 4 euros por passagem intermunicipal, nos trechos que realizamos. Na seção relativa a cada transporte detalhamos os valores individuais.

Visto

Brasileiros NÃO precisam de visto para a Albânia para estadias de até 90 dias.

Data da viagem

Estivemos na Albânia entre 12/08/14 e 23/08/14.

Idioma

A língua nacional é o albanês e pra aprender o básico você pode baixar um phrasebook interessante clicando aqui > Aprenda albanês. Inglês é usado em algumas situações, mas aparentemente o italiano é bem mais difundido, devido a forte imigração entre os países. Dessa forma, em alguns casos é mais provável que você seja entendido em português do que em inglês.

Atrações

Chegamos a uma lista extensa de locais que nos interessaram, porém precisamos limita-los ao seguinte roteiro devido ao tempo disponível:

1) Ulcinj (Montenegro) – 2) Shkoder – 3) Valbona – 4) Teth – 5) Shkoder – 6) Tirana – 7) Vlore – 8) Vuno – 9) Saranda – 10) Ioanina (Grécia)

Ouvimos falar muito bem de Berat, Butrint e Girokaster, vale conferir.

Nosso roteiro pela Albânia

Shkoder

É a cidade de entrada no país, que resolvemos usar como apoio para uma incursão aos Alpes Julianos no Norte.

Suas maiores atrações são a bela vista do castelo Rozafa e do lago, que nos pareceu demasiado poluído. Uma zona de pedestres concentra muitos agradáveis bares e restaurantes, lotados à noite, de locais e turistas.

Valbona/Teth

Os dois vilarejos nos Alpes Julianos ficam em vales rodeados de altíssimas montanhas, cortados por rios gelados e de água límpida que desce dos glaciais no topo. O isolamento, paz e contato com a natureza são o motivo para encarar o longo trajeto até aqui.

Valbona não possui núcleo central. São algumas casas e restaurantes espalhados, com a rodovia de um lado e margeando o rio pelo outro. Theth possui mais construções concentradas, igreja, cemitério, acomodações. Não há mercados, a distribuição de suprimentos é feita através das casas e por isso o mais comum são as opções de estadia com pensão completa.

Caminhos marcados e sinalizados

Para os amantes de trilhas os dois lugares são um prato cheio. Valbona possui diversos caminhos bem marcados pelo pessoal do Journey to Valbona, com durações de 1h até um dia. Os mapas são ótimos e indicam se é caminho aberto, sinalizado, a dificuldade, tempo estimado de duração, etc.

Thethi também possui vários caminhos, incluindo um para uma bela cachoeira próxima ao povoado.

A principal atração, no entanto, agrada muito os indecisos entre um vilarejo ou outro: a melhor trilha de todas é a travessia entre os dois, que passa por um cenário variado de floresta e campo aberto, em subida, até uma passagem em meio às montanhas (que parece não existir até que você chega perto) de onde é possível enxergar os dois vales. A descida para Theth é fácil porém longa, mas recheada de morangos, ameixas, sombra e vento agradável (nessa época do ano, no inverno a neve predomina na região).

No mapa com curvas de nível abaixo é possível ver o trajeto melhor. A partir de Valbona um trajeto de carro é possível por 8km, até o pé da trilha. De lá, passamos pelo leito de um rio e umas poucas casas em caminho bem sinalizado até um descampado de onde é possível se ver cercado de montanhas.

Nesse ponto é quase difícil acreditar que exista uma passagem entre os vales que não seja escalando as íngrimes encostas. Mas ali no cantinho esquerdo inferior do mapa, dá pra ver que a trilha de repente vira praticamente 90º para Sul e depois 90º para Oeste. É nesse ponto que começamos a caminhar na lateral superior da montanha, com linda visão do vale de Valbona, até chegar uma abertura, milagrosa, à nossa direita, que permite a passagem e uma visão incrível dos dois vales. É o ponto ideal pra recarregar as energias e encarar a descida na sequência.

Não há dificuldades técnicas quaisquer em relação à escalada, pedras, necessidade de equipamento…As únicas dificuldades são a distância e algumas partes chatas com pedras pequenas no caminho que ficam escorregando e podem torcer um tornozelo…

A trilha marcada em pontilhado, desde Valbona até Thethi
Vista do vale de Valbona

Tirana

Alguns acham Tirana uma cidade dispensável, sem grandes atrações. A realidade é que nos pareceu interessante ver a mescla do período comunista, do regime fechado para o mundo, e as dezenas de novas lojas de grife, o modo chique de vestir-se das albanesas, as pessoas se divertindo nas praças públicas.

– O Museu Nacional é bem elogiado, mas não pudemos conferir pois o edifício todo estava em reforma: preparações para a visita do Papa Francisco. O país teve qualquer tipo de religião proibida por 40 anos, era uma visita muito aguardada.

– A pirâmide de Enver Hoxha é o antigo museu em homenagem ao ditador que hoje se transformou num interessante centro de exposições. Feio, esquisito, fora de contexto com a arquitetura ao redor: me parece imperdível :) A criançada sobe correndo pelo lado de fora até o topo, com ares de desafio à altura e à memória da ditadura.

– Free walking tour: excelente com o Gazi que nos levou em vários lugares curiosos e contou algumas boas histórias da sua infância. De tão tímido, quase foi embora sem pedir a típica contribuição dos clientes. Todo dia, 16h na frente do Museu Nacional. Mais info aqui.

– Parku i Madh, o Grande Parque: lotado durante a noite de barraquinhas com jogos, pessoas caminhando, bancas de livros e comida, fica logo ao sul da cidade.

Os bunkers: bunker ou casamata, você provavelmente já viu um em filmes de guerra, se não lembra olha aqui. E se te dissesse, que o representante da sua nação resolveu investir em construir 700.000 deles por todo país, fazendo de cada família um ponto de resistência contra os inimigos? Na época não tinha ninguém querendo invadir o país, mas o histórico justificava certa preocupação. Enfim, eles são também uma atração e podem ser encontrador por aí, em qualquer lugar, até nas pracinhas públicas.

A pirâmide de Enver

Vuno

A Albânia é banhada pelo mar Adriático, o mesmo da costa oeste da Grécia e sua famosa ilha de Corfu. A cidade mais conhecida como balneário é Saranda, próxima a fronteira com a Grécia, invadida principalmente pelos helênicos em busca de lazer e economia. Buscando fugir de multidões, descobrimos Vuno, um dos muitos vilarejos a beira-mar entre Tirana e Saranda, casa de um hostel-escola muito agradável.

O vilarejo de cenário bucólico, com rebanhos de cabra sendo conduzidas de um lado a outro, se completa com uma linda vista do mar. Uma trilha desce até as praias mais movimentadas ou pode-se ir de carro. Optamos por ficar pela praia do cânion, alcançável a partir de uma pequena estrada que desmembra da rodovia principal até um estacionamento e de lá a pé até a areia. Fomos de carro organizado pelo pessoal do hostel e nos dividimos a pedir caronas na volta até o vilarejo. Praia de pedras arredondadas, mar incrivelmente azul e sol implacável.

Um par de restaurantes na rodovia vendem econômicos pratos de comida e são também mercearia, com o básico necessário para se fazer um lanche ou cozinhar uma refeição simples. Em geral os legumes e frutas são cultivados na própria região e são, portanto, sempre bem frescos.

O hostel Skola em Vuno

Saranda

A cidade no sul da Albânia tem praias, uma bela vista dos monumentos à beira-mar, algumas atrações a redor como um enorme poço azul que pode ser visitado com excursão e boa conexão com o país vizinho, a Grécia, seja através das barcas que saem de seu porto em direção a Corfu ou pelas rodovias em ônibus para Atenas ou Tessalonika.

ACOMODAÇÃO

Hostels na Albânia seguem uma média de 10 euros por noite em dormitório. O mais barato que ficamos foi o rústico Hostel Shkolla em Vuno por 7 euros e o mais caro 12 euros em Valbona, porém em quarto para apenas 3 e com café da manhã incluído.

Shkoder

O hostel Mi Casa es tu Casa (10 euros/pessoa, dorm de 6 camas.) tem uma pegada hippie, é bem localizado e ajudaram a organizar um pouco de nosso roteiro. Deixamos nossas mochilas cargueiras com eles por 3 dias enquanto partimos apenas com as de ataque para o norte.

Valbona/Teth

O Quku i Valbonës (12 euros, dorm 3 pax), mais conhecido como a guesthouse da Catherine é o lugar a se ficar.

A casa principal possui um restaurante delicioso, a recepção da guesthouse e poucos quartos. Em 10min caminhando pela rodovia ou por uma trilha se chega a outro terreno deles com mais dormitórios e bangalôs. Ovelhas pastando, silêncio arrebatador e estrelas, muitas estrelas. Por 12 euros no dormitório você tem uma cama, o melhor café da manhã de toda nossa viagem, mapas das trilhas e sossego.

Os extras tem preços muito justos. No restaurante é possível comer com 2 euros uma ótima refeição, organizam transporte para outros cantos e produzem até kit trilha, com pão, linguiça, fruta, biscoito, ovo, etc. por apenas 3 euros, ótimo para a travessia até Theth.

Tirana

Hostel Propaganda (10 euros, dorm 6 pax) – o hostel mais controverso de toda viagem. No guia francês Routard, a descrição que supostamente afastaria os clientes, fez com que estes optassem por ele, senão pelo valor e conforto, mas acima de tudo pela curiosidade.

Temático, possui posters relacionados aos regimes ditatoriais de vários países e mobília antiga. O destaque fica para os posters logo na entrada de Stalin, Hitler, Mussolini, etc. Nas paredes dos corredores também aparecem alguns quadros de organizações de proteção à liberdade de imprensa com montagens irônicas de figuras como Bashar Al Assad e Kim Jong Un com o dedo médio em riste.

Liberdade de imprensa?

Vuno

Hostel Skholla (7 euros, dorm 12 pax)– meio escola, meio hostel. Colchões espalhados pelo chão da sala de aula, uma pequena cozinha à disposição dos hóspedes, chuveiros do lado de fora com um engenhoso sistema de cordas e baldes e uma garrafa cortada ao meio para depositar o valor do que você quiser e pegar na geladeira… Clima caseiro agradável de simpatia e confiança.

Saranda

Hostel Hairy Lemon (10 euros, triliche em dorm 6 pax)– no alto de um prédio com vista para o mar e a 2min andando da praia, esse apartamento transformado em hostel por uma irlandesa tem almofadas na varanda e panquecas a vontade no café da manhã. Poderia ser um pouco mais organizado e limpo, mas para uma noite e pela simpatia vale a estadia.

Transporte

Ônibus na Albânia: chegam e saem de locais diferentes para cada destino, não havia rodoviárias em nenhuma das cidades por onde passamos. Para saber como achar seu caminho você terá de perguntar.

Sempre há motoristas particulares ou minivans perguntando pra onde você quer ir, é um complemento ao transporte público que muitas vezes sai por quase o mesmo preço e você precisa esperar apenas encher o carro.

Encontramos pela internet a seguinte lista, que foi útil em relação aos locais de partida, porém sem precisão em relação aos horários. De qualquer forma é interessante para saber a periodicidade da conexão entre cidades.

De Montenegro para Albânia: A conexão é lamentável. Basta dizer que não há um ônibus sequer que passe pela costa montenegrina e adentre o país vizinho, sequer para sua capital. O jeito é ir até uma cidade de fronteira, trocar de condução e aí sim atravessar a borda.

Estávamos em Budva e precisamos ir até Ulcinj para confirmar os horários dos ônibus e o preço até Shkoder, a cidade de fronteira, já do lado da Albânia. No terminal há saídas às 9h / 12:30 / 16h por 7 euros. Há também a possibilidade e oferta de taxistas porém não nos cobraram menos de 50 euros pela corrida.

A viagem é abafada e curta, aproximadamente 2h.

Shkoder: a concentração de ônibus intermunicipais maior é na Seshi (praça) Democracia, uma rótula bem no centro da cidade.

O louco mapa dos ônibus

De Shkoder para Valbona/Teth:

Há duas maneiras a partir de Shkoder: uma é a estrada que percorre o Noroeste do país (muitas curvas!!!) e chega a Theth. De lá para Valbona a única opção é a travessia caminhando entre os vilarejos.

Para Valbona o caminho a ser feito é a partir do porto no lago Koman. Vans saem de Shkoder entre 6:30 e 7h (500lek) e rodam por ~2h até o porto, onde um barco local (500lek) e os do Mario Molla (http://www.lakekoman-boattours.eu/lakekoman, 700lek, incluindo um mini café da manhã) partem para a travessia às 9h. Como agendamos um lugar na van através do pessoal do hostel, algum acordo foi feito que nos levou até os barcos do Mário. Enquanto uns pagavam, fui em busca das informações. Mas o barco local só apareceu (atrasado…) depois que já estávamos dentro de outro. Por limitações linguísticas, a única info útil que consegui foi o preço, de um simpático senhor que estava na van conosco. Motos e bicicletas podem ir no barco pequeno, mas para carros um ferry extremamente inconstante parou de rodar em 2012 mas voltou no fim de 2014, de acordo com informações dos locais. Pra informações mais atuais e sobre todas rotas possíveis, consulte aqui no Journey to Valbona pois a Catherine se mantém informada e atualiza tudo no site. 😀

O retorno pode ser feito pelo mesmo caminho ou via Bajram Curri para ir até Tirana.

Transporte italiano em território albanês, com bandeira brasileira!!

De Theth para Shkoder:

De Theth a única opção para chegar a outros destinos é retornar à Valbona e seguir o caminho mencionado acima ou dirigir-se até Shkoder e de lá seguir viagem.

Disseram que havia uma van todo dia 13h a partir da igreja no vilarejo. Uma guesthouse próxima ao local disse que seria 13:30, em outros lugares falaram 14h, 15h…enfim…Montamos acampamento (desesperançoso quando já passava de 15h…) até que 15:30 apareceu a van e partimos pela sinuosa estrada por 5 horas até Shkoder (500 lek) onde nos deixaram próximos à Seshi Democracia.

De Shkoder para Tirana:

Os ônibus para Tirana partem da praça da fonte em Shkoder (vide mapa de Shkoder mais acima), no lado da rádio. Possuem bagageiro para as mochilas e custam 400lek (3 horas). Ao redor há também vários motoristas particulares. Em Tirana o ponto de descida é na rua Dritan Hoxha.

De Tirana para Vuno:

Não há uma condução direta a Vuno, as opções são um ônibus direcionado a Saranda (7h) e descer no caminho, ou ir até Vlore (de hora em hora, 500 lek) e de lá trocar para outro ônibus que, de acordo com o que nos disseram, roda até 14h.

O ônibus para Vlore saem do depósito sul de ônibus (Bulevardi Gjerg Fishta, 130) e deixam em Vlore perto de um posto de gasolina e da antiga estação de trem. Desconfiamos da informação de que o último sairia às 14h. Chegamos às 14:10. Motoristas de taxi queriam nos cobrar 50 euros até Vuno. Caminhamos uns 2km até a rodovia de saída da cidade, para esperar um ônibus qualquer ou pegar uma carona.

Chegada e saída de Vlore

Encontramos outro grupo de pessoas retornando a vilarejos próximos, dispensamos uma van cobrando 800 lek/pessoa e às 17h aproximadamente embarcamos por 200 lek rumo a nosso destino. O visual do lado direito é espetacular 😉 Havia um trocador organizando o pessoal sentado e perguntando onde cada um ia, reforçamos a descida em Vuno e acompanhamos no GPS para não ter erro.

Mapa do centro de Tirana

De Vuno para Saranda (mas queríamos chegar na Grécia…):

Aquele mesmo ônibus que faz Shkoder-Saranda deveria passar em Vuno às 10h. Dessa vez nem esperamos: rapidinho uma carona apareceu para nos levar, não até Saranda, mas até Himare, a próxima cidade.

De lá foi difícil conseguir outra mas 1h depois embarcamos pela sinuosa estrada (prepare-se…) até Saranda.

De Saranda para a Grécia:

As barcas para Corfu saem do porto de Saranda e custam mais ou menos 20 euros. Pra informação atualizada de horários você pode checar no site da Ionian Cruises, por exemplo. São uma opção agradável porém mais cara de entrar no país vizinho. Como havíamos selecionado outras duas ilhas para visitar, fomos de ônibus mesmo através de uma agência, com saídas às 7h e 18h para Atenas por 30 euros. Queríamos ir apenas até Ioanina, onde faríamos conexão para Trikala e visitar os fabulosos monastérios de Meteora, portanto o valor era de 10 euros. Mapa completo aqui.

Mapa de Saranda

Atenção: em alta temporada os ônibus enchem rápido e a agência (que pareceu ser a única) é uma bagunça. Não havia passagem para o mesmo dia, nem para a manhã do dia seguinte, apenas à noite. Conformados, saímos para trocar dinheiro, achar um hostel e tentar descobrir se havia outra maneira. Retornamos mais tarde e dessa vez disseram que sim, havia lugar de manhã, como não? Pedimos duas passagens, apenas anotaram nossos nomes e disseram para chegar até 6:30. Às 6:15 estávamos lá, fomos informados para aguardar um pouco e enquanto isso vejo pessoas entrando e saindo, as atendentes preenchendo os bilhetes e entregando e nos fazendo esperar. Me pareceu um jogo para tentar encher o ônibus com pessoas indo para Atenas por 30 euros e nos empurrar para o da noite. Insisti e fechei o caminho até ser atendido e sair com o bilhete em mãos. Antes de sair da cidade, o ônibus parou, confusão, sobe e desce, algumas pessoas foram trocadas pra uma van, outras subiram… E de fato, fomos os únicos a descer em Ioanina, ou melhor, no meio da estrada, a uns 6km da cidade… O motorista esqueceu que alguém ia descer por lá (ou ignorou…), não pegou a entrada e nos largou num cruzamento a partir de onde precisamos arranjar uma carona. Aventuras dos próximos posts…

18 thoughts on “Se você for…à Albânia

  1. Olá, o site de vocês é espetacular!!!! Parabéns. Esse roteiro da Albânia vocês fizeram em quantos dias?

    Abraço!

    1. Oi Isabela! Desculpe a demora em responder, ficamos vários dias sem internet e só agora estamos colocando “a casa” em ordem. Passamos 12 dias na Albânia. Acho que é possível fazer o mesmo roteiro com alguns dias a menos (não há tantas atrações em Tirana, só que nós gostamos de andar à toa e ficamos também parados doentes por lá). No entanto, sempre tenha em conta que transporte na Albânia é uma incógnita. Por essa razão acho furada imaginar que você vai a mil lugares se tiver pouco tempo. E se tiver muito tempo, além da possibilidade de visitar lugares onde não fomos você ainda pode relaxar nas praias de Vuno ou fazer muitas outras trilhas na região de Valbona, aproveitando pra comer pãozinho caseiro todo dia – acho que estamos com saudades! 😉

  2. Livia,
    Estarei na Albânia em começo de Junho, que pelo que li é uma época bem vazia ainda. Chegamos por Tirana e voltamos por Corfu, mas a intenção é mesmo ficar só 2 noites na Grécia e 6 noites na Albânia. Só vamos para Tirana, Berat e para Ksamil, perto de Saranda, sendo que a primeira noite em Tirana vai ser só para dormir mesmo, pois como temos pouco tempo não faço essa questão toda de explorar a cidade. Tudo que leio sobre o transporte público do país me deixa com uma certa preocupação se realmente conseguiremos fazer tudo isso só de busão e furgon. As informações são todas desconexas, e já vi que tem furgon de Berat para Saranda, mas cada fala uma coisa. Uns dizem que jamais demorará mais que 4 horas e outros juram que será mais de 7. Então fica dificil. Você leu algum site, descobriu algum lugar que tenha informação sobre o transporte de lá? Eu ainda pensei em contactar os poucos hoteis reservados, mas como eu sei que a maioria não fala muito bem inglês, não sei se terei sucesso. Help! hahaha Obrigada

    1. Desculpa Liliana, mas com o transporte da Albânia não tenho mesmo como ajudar – talvez ninguém possa! O pouco que encontramos reproduzimos no post que você já leu. Acho que é mesmo o caso de já sair de casa preparada para ser o mais flexível possível e para pedir alguma carona (eu pessoalmente não gosto de viajar de carona, mas na Albânia não teve jeito!). A única coisa que posso adicionar é que Saranda não tem tão boa conexão com a Grécia quanto parece: encontramos apenas um ônibus por dia (que estava cheio, tivemos que ir no outro dia). O ônibus ia para Atenas e nos deixaria em Ioanina (para você ter uma ideia o motorista esqueceu que tinha passageiro pra Ioanina e ficamos no meio da estrada, 7km fora da cidade!). De lá tem também uma barca pra Corfu, veja se te ajuda. Aparentemente (não temos certeza!) as conexões de Gjirokastra com a Grécia eram melhores… você pode pesquisar por aí e ver se faz sentido pra você. Grande abraço e se descobrir novidades e quiser contribuir aqui nos comentários do post ficamos super gratos :)

  3. Olá,
    Me ajudou bastante com algumas dúvidas. Só para atualização, vim hoje de Budva para Shkoder de ônibus saindo da estação de Budva, 14 euros, um micro ônibus, atravessamos a fronteira e descemos exatamente nessa praça que você fala. Amanhã seguimos para Valbona, e o transporte vira nós pegar no hotel, 500lek e ha também um “ponto” em frente ao cinema, mas ficava o mesmo preço.

    1. Oi Katharyne!

      Boa! Fica tudo mais fácil então, sem precisar pingar lá em Ulcinj! Curta muito Valbona que é dos lugares mais bonitos que já fui na vida :)
      Abração!

  4. Olá…
    Estou com um problema… Chego na Albânia de ônibus em Rruga 29
    Nëntori e de lá preciso correr para o aeroporto de Rinas. Consigo algum ônibus de lá para o aeroporto? Aliás, ótimo post! Grata…

    1. Oi Renata!!

      Tem um ônibus da Rinas Express que roda do Museu Nacional na praça principal de Tirana ao aeroporto, a cada hora, por uns 250 lek. Não lembro o trajeto exato pra saber te dizer se dá pra esperar na própria Rruga 29 Nentori e subir no meio do caminho!

      Procura por esse nome e vê se você consegue encontrar o trajeto! Senão vai de taxi mesmo que é bem perto e tudo na Albânia é baratinho.

      Curta bastante!!

  5. Boa tarde, gostaria da informação sobre o visto, eu tinha visto q seriam 3 meses para turista, vc citou 30 dias! Pode me ajudar por favor! Rs obrigada

  6. Obrigada pelas preciosas dicas.
    Vamos em maio de 2017 com os filhos conhecer a região.
    De Ljubliana a Dubrovnik estaremos com carro alugado mas, como não consigo alugar um carro e atravessar a fronteira da Albania, eu estava com dificuldade, de como proceder, a partir de Budva até Tirana. Suas informações foram úteis. Obrigada.

  7. Olá vou viajar amanhã para kosovo, gostaria de saber se é preciso ter um limite de dinheiro para não ter problema nas fronteiras? Para entrar no país? Albania? Se eles pedem para olhar para vc comprovar quanto tem

    1. Oi Jessica,
      pedem nada não, a Albânia não é um pais que tem medo das pessoas entrarem e virarem imigrantes ilegais porque não tem fundos pra se sustentar… Agora, Kosovo é uma outra história aí! Tem fronteira diferenciada e de lá você não consegue entrar na Sérvia. Tem que ver o seu roteiro pra planejar o que pretende fazer em seguida.
      Qualquer ajuda pode falar com a gente aqui, até logo e boa viagem!!

  8. Interessante o seu post, masenvolve mais trilhas e eu quero curtir a riviera albanesa. Vou partir de Dubrovnik e já estou com quase tudo ok, mas uma dúvida me persegue: entre Saranda e Atenas são realmente 10 h de viagem? Tem algum lugar interessante no caminho que possamos dar uma parada e depois seguirmos viagem? Agradeço o retorno!

  9. Olá,
    Parabéns pelas dicas em detalhes, está muito bem organizado.
    Eu irei para Atenas e de la queria ir especificamente para Sarandë na Riviera Albanesa (porque terei somente 4 dias, então escolhi esse lugar). Vi a opção de voo Atens ate Corfu e de la nao achei ferry ou voo para Sarandë. Sabe se tem algum voo ou ferry de Corfu – Sarandë?

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