Os iranianos são tão simpáticos quanto curiosos. Percebemos, aliás, que tem uma pequena lista de perguntas que se repetem invariavelmente! Era comum ser parado na rua, ouvir uma dessas questões, responder, e se despedir imediatamente. Seria este um ritual estatístico? O que o cara ganha em saber que chegou mais um turista sabe Alah de onde!? Nunca entendemos o porquê delas, mas veja aí as perguntas que mais ouvimos no Irã!

1) “Iran, good?”

Todo mundo quer saber se gostamos do país deles. E a resposta era super sincera: “o Iran é muito bom!”

Se o "paraíso" são os jardins de Kashan, claro que é bom!

2) “De onde você é?”

– “Brasil”.

– “Oh Brasil! Brasil, good!” (seguido de uma lista de jogadores de futebol e da pergunta 1, se ela não tiver sido respondida anteriormente.)

3) “Ela é sua esposa?” – homens dirigem-se a homens e mulheres a mulheres na hora de perguntar as coisas na rua…

– “Sim, claro!” (Essa a gente sempre mentia para ficar mais fácil. Uma mulher viajando sozinha, ou com o namorado, pode ser mal vista por lá. E não se pode, por exemplo, compartilhar um quarto de hotel se você não for casado. Então, pra quê complicar? Restrições e incômodos evitávamos com essa mentirinha, que na verdade se desdobrava frequentemente.

“Casados há quanto tempo?” “Tem filhos?” “Por que não tem filhos?” “Porque não usa aliança?” … etc, etc, etc.)

Na pitoresca Abyaneh, sem casar - mas não conte a ninguém!rs

4) “Qual a sua religião?”

Essa era menos comum, mas foi curioso ouvi-la (era um interesse dos vendedores do bazar…)

Mesquita em Kashan

5) “Precisa de ajuda?”

Essa era comum, sincera e esperava a resposta positiva! E mesmo que a nossa resposta fosse “não, obrigada”, a reação costumava ser uma dica ou a companhia do desconhecido até o lugar para onde íamos. Não é à toa que, sim, “Ira is very good!”

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