Volta ao Mundo

Uma viagem de volta ao mundo, em um longo período de tempo, parece algo tão grandioso que é fácil se perder e não saber nem por onde começar. Aqui listamos as etapas que ajudaram a moldar o nosso plano e algumas curiosidades.

Fizemos diversas viagens sozinhos e outras juntos, algumas em férias do trabalho e boa parte no ano (ou ano e meio) sabático que nos levou por terras asiáticas, africanas e européias. Essa última viagem durou de Maio/2014 até Setembro/2015 e agora voltamos pra contar as histórias.

0. Começando pelo começo…Onde já fomos? Olha aí o mapa 😉

1. Onde ir?

Como em qualquer viagem, pensamos nos lugares que gostaríamos de conhecer. A lista era grande e não parava de crescer, gerando uma constelação de pontos no mapa. Não havia um caminho claro entre os pontos. Alguns países eram consenso entre nós e foram eleitos prioritários. São diversos entre si, tanto quanto Itália e China. Outros lugares pareciam interessantes, mas difíceis para “apenas” um ano de viagem, seja pelo preço, seja pelas monções e outras condições que nos obrigam a certo ritmo. As Américas (infelizmente) saíram da lista de desejos de curto prazo. É mais caro chegar à Nova Zelândia partindo do Brasil para um mês de férias no futuro, eis a lógica da prioridade. E sobre muitos outros países e cidades tínhamos (temos) tão pouca informação que nem era possível opinar, mas isso vai mudando na estrada: esta é a parte mais positiva de um roteiro em permanente construção.

2. O roteiro

O próximo passo foi estudar por alto a ligação entre os lugares. Era claro, por exemplo, que para viajarmos de um país para outro dentro da Europa teríamos diversas opções, tais como trens, ônibus e vôos low cost. Mas de que forma isso era verdade também para África e Ásia?

Seguindo esta linha de raciocínio o primeiro esboço foi feito, resultando em uma linha contínua que contorna o globo.

 3. Por onde começar ?

O início e o sentido de giro da viagem precisavam ser definidos. Aí entraram quatro variáveis relativamente fáceis de administrar em viagens curtas, mas que somadas e em um período longo se tornaram complexas de atender mutuamente.

Temperatura

Ao viajar no Brasil, a preocupação com a época do ano e a temperatura ajudam a garantir o maior aproveitamento do período que se tem, mas este não é um fator definidor do fracasso da viagem. Porém, em locais de grande latitude ou altitude é possível que a época inviabilize completamente as atividades planejadas. China, Nepal e certos países da África são exemplos de locais em que a neve ou sol escaldante poderiam dificultar muito a viagem. Sendo assim, o roteiro deveria perseguir a primavera/outono na maioria dos lugares.

Chuvas

Essa preocupação tem nome: monções. Esse fenômeno que afeta especialmente Índia, China e alguns países do sudeste asiático faz com que os índices de precipitação sejam até 20 vezes maiores em certas épocas, dificultando muito a rotina das pessoas, principalmente no que se refere ao transporte.

Temporada

Podendo escolher o período do ano para ir em cada lugar, o ideal é evitar as estações de grande fluxo de turismo que fazem os preços dobrarem. Esta não é uma viagem patrocinada, preços contam sim!

Vistos

O passaporte brasileiro é bem aceito no exterior, dispensando visto na maioria dos países ou possibilitando passar por sistemas bem simples para consegui-los. É preciso estar atento à validade do passaporte, em geral são exigidos seis meses de passaporte válido antes da emissão de vistos. Outra importante limitação que pode mexer com o roteiro é o tempo de validade dos vistos: eles costumam expirar depois de 3 a 6 meses da emissão, então é preciso estudar onde é o melhor lugar para consegui-los para ordenar os países a serem visitados. Em alguns casos, há restrições a emissão de vistos de acordo com os carimbos de entrada e saída anteriores. As dificuldades mais recorrentes que encontramos na fase de pesquisa estão relacionadas a visitar Israel e depois tentar entrar em alguns países árabes, como o Irã.

Considerados todos esses pontos, monitoramos preços de passagens aéreas para diversos lugares, até acharmos uma boa oportunidade, que culminou na decisão de seguir para o Leste a partir de maio, começando em Madrid, Espanha. Dessa forma evitamos o inverno sempre, mantendo a mochila mais leve.

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